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31/10/2016

SECA NO PI JÁ É UMA DAS MAIORES

A situação é mais grave em alguns municípios da macrorregião de Picos


Dados do estudo Monitor de Secas, coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA),  mostram que praticamente todo o Piauí está em situação de seca extrema. Apenas a região Norte apresenta um quadro de estiagem de nível moderado à grave. Como reflexo desta situação, dois açudes piauienses já estão no volume morto e um já é considerado seco.

O açude de Fátima, localizado no Rio Macacos, município de Picos está com apenas 0,22% de sua capacidade, com 40 mil metros cúbicos do total de 1,8 milhão. “Este açude é de responsabilidade da Prefeitura, mas com esta capacidade podemos dizer que está seco”, reforçou o chefe de Serviço Técnico do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Francisco Ribeiro.




A situação no açude Cajazeiras, na cidade de Pio IX, também é grave. De 24,7 milhões de metros cúbicos, hoje o reservatório está com 110 mil metros cúbicos, o que representa apenas 0,44% da sua capacidade.
O outro açude bastante comprometido é o Barreiras, no município de Fronteiras, hoje com 2 milhões de metros cúbicos de uma capacidade total de 52,8 milhões, ou seja 3,79%. Com estes índices, os três reservatórios já estão no volume morto, que é uma reserva de cerca de 20% da capacidade do recurso hídrico.
De acordo com Francisco Ribeiro o volume morto é uma reserva hídrica intocável, que fica abaixo dos canos de captação da agua nas barragens e é de grande importância para manter a fauna aquática, equilíbrio do ecossistema, pois ajuda na diluição de poluentes.
Francisco Ribeiro disse que a situação é provocada pela extrama seca que o Piauí passa no momento. “Este período prolongado sem chuvas nos deixa numa situação realmente delicada. O problema começa a se agravar até na região Norte. O açude Caldeirão em Piripiri, há 32 anos sangrava e em 2016,  isso não aconteceu”, declarou.
Para amenizar a situação o Dnocs com cinco máquinas de perfuração de poços artesianos na região do semiárido piauiense para manter o fornecimento de água nas comunidades mais carentes. “Estas ações fazem parte do programa Água para Todos e Defesa Civil Nacional. Nossa tubulação mede até mil metros e dependendo de cada localidade, abastece até 20 casas”, destacou.
Sem chuvas, barragens também estão secando no estado (Foto: Gil Oliveira/ G1)

Decretos de emergência
O governo federal reconheceu através da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil a situação de emergência devido à seca em 118 municípios do Piauí. Com o reconhecimento, o Piauí passa a ter 52,23% das suas cidades em situação de emergência. A maior parte está situada na região do semiárido, onde os efeitos da seca são ainda mais severos. Entre os municípios nessa situação estão cidades polo como São Raimundo Nonato, Valença, Paulistana e São João do Piauí.
A decretação de situação de emergência é necessária para a execução das ações emergenciais de assistência e de restabelecimento do abastecimento d'água no enfrentamento à seca, como a Operação Carro-Pipa e instalação de poços.

Monitor de Secas
O Monitor de Secas é um processo de acompanhamento regular e periódico da situação da seca no Nordeste, que tem como objetivo integrar o conhecimento técnico e científico já existente em diferentes instituições estaduais e federais para alcançar um entendimento comum sobre as condições de seca, como: sua severidade, a evolução espacial e no tempo, e seus impactos sobre os diferentes setores envolvidos. O estudo é coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA)
No Piauí, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAR) é o órgão que participa da elaboração do Mapa Monitor de Secas do Nordeste, juntamente com os demais estados do Nordeste.

La Niña: Expectativa de Chuva no Nordeste
Os gráficos do International Research Institute for Climate and Society mostram, de acordo com Raul Fritz,meteorologista  da Funceme(Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos) que no momento há uma possibilidade entre 60% e 70%, até o final do ano, do aparecimento do La Niña. “Ela, que é o oposto do El Niño, ajuda na qualidade de nossas chuvas. Ou, pelo menos, não atrapalha”, afirma o meteorologista.
Para que se consolide a tendência de surgimento e permanência da La Niña em 2017, outras dados de previsão climática e de temperatura deverão ser colhidas dos oceanos Pacífico e Atlântico e cruzados em modelos matemáticos.
   


Há mapas que migraram da coloração laranja e vermelha – que indica aquecimento das águas do Pacífico – para uma macha azulada. Um sinal de que está se instalando um resfriamento e a possibilidade de atuação da La Niña no trimestre de dezembro-janeiro-fevereiro próximo. Falta, agora, a previsão para março-abril-maio do ano que vem. Exatamente o período da quadra chuvosa no Ceará. Então a expectativa é que os dados se consolidem e tragam a chuva tão necessária.

Fontes: G1 Piauí/Diário do Sertão

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