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27/02/2018

SEGURANÇA: Câmara de Pimenteiras discute projeto para melhoria da segurança no município

Foto: Reprodução
Em sessão ordinária realizada na Câmara Municipal nesta segunda-feira (26), os vereadores de Pimenteiras discutiram Projeto de Lei submetido a eles para discussão e votação pelo o prefeito municipal, Venício do Ó.

Segundo consta, a intenção do projeto é criar uma gratificação por desempenho de atividade delegada, segundos os termos especificados, a ser paga aos policiais civis e militares que exercem atividade municipal delegada ao estado por meio de convênio celebrado com o município de Pimenteiras.

Ao ser posto para discussão, os vereadores de oposição questionaram alguns pontos do projeto que não foram ficaram claro, segundo eles.

Câmara de Pimenteiras
Foto:
Reprodução
O parágrafo 3 do projeto, que dispõe a respeito do valor máximo que poderá ser pago, a título de gratificação, aos servidores da segurança pública (policiais civis e militares) define que a soma total destes investimentos não deverão ultrapassar os R$ 10.000,00 (dez mil reais).

No parágrafo anterior (parágrafo 2), o projeto afirma que as diárias pagas a cada servidor não devem ultrapassar os R$ 70,00/dia, devendo o valor máximo ser de R$ 2.000,00 (dois mil reais) por cada servidor. 

Até aí tudo bem! O que chamou a atenção dos vereadores que questionaram o projeto é porque o mesmo não especifica se os valores total, tanto no que é disposto no parágrafo 2 quanto no parágrafo 3, são especificados mensalmente ou anualmente. Ou seja, para os vereadores, não ficou claro se serão investidos R$ 10.000,00 por mês, o que seria um alto investimento que comprometeria os cofres do município (pois o valor anual totalizaria cento e vinte mil reais) ou se seriam R$ 10.000,00 para ser gasto no ano todo (o que, segundo os vereadores, seria um investimento muito baixo).

A pauta de discussão da sessão girou em torno desse debate, de forma que o projeto não foi votado e foi encaminhado para a CCJ.

Em Tempo

O tema Segurança Pública voltou a circular nos gabinetes e discussões das esferas dos poderes que constituem a administração pública do município de Pimenteiras, depois do trágico episódio ocorrido na cidade na semana passada, onde na quarta-feira (21) um cidadão identificado como Leonardo Daniel tirou a vida da própria filha Nicole, de apenas dois anos de idade. Na ocasião, quando a Polícia Militar foi acionada para tentar conter o homem que ameaçava atentar contra a vida da própria filha e contra sua ex-esposa, mãe da criança, havia apenas um policial disponível na cidade para atender a ocorrência.

Segundo os relatos, diante da situação, o policial ficou impossibilitado de reagir e conter o assassino para que impedisse que ele cometesse o crime, haja vista que o mesmo se encontrava sozinho e mesmo tendo acionado o comando do batalhão da cidade de Valença não foi possível que o reforço chegasse a tempo (devido a distância e rapidez que o crime ocorreu) para que a vida da criança fosse salva.

Só para se ter uma ideia, um vídeo que circulou nas redes sociais mostrava o policial pedindo uma corda a populares que se encontravam no local do crime para que pudesse imobilizar o assassino, o que evidencia que, no mínimo, não haviam algemas o suficiente para realizar a imobilização do criminoso.

Diante disso, é notório o esforço e a dedicação dos policiais militares e civis para manterem a ordem nas cidades do nosso estado. No entanto, o caso em Pimenteiras, mais uma vez, evidenciou a forte deficiência (ou má vontade) do aparelhamento do estado nas suas esferas federais, estaduais e municipais.

Fonte: Blog Mestiço News

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