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16/03/2018

PIMENTEIRAS: alunos da zona rural ficam prejudicados devido a intrafegabilidade

Foto: Reprodução
Com as fortes chuvas que ocorreram do final do mês de janeiro até agora, boa parte das estradas do município de Pimenteiras acabaram ficando intrafegáveis em alguns trechos.

Na região da Lagoa do Sambito, onde compreendem o maior número de localidades do município, as fortes chuvas tem prejudicado moradores de algumas comunidades. 

Como se não bastasse, as escolas das comunidades rurais desta região ainda não deram início às aulas, devido ao péssimo estado das estradas em alguns trechos onde ficaram os rastros das fortes chuvas. Outra motivação, tem sido as constantes cheias no rio Sambito, deixando algumas comunidades isoladas e o tráfego comprometido.

Trecho da estrada  comprometido (próximo ao Coqueiro) pela águas das chuvas
Foto: Divulgação
As péssimas condições das estradas e as constantes cheias do rio Sambito tem prejudicado centenas de alunos das escolas municipais das comunidades de Mestiço, Tapera, Baixio além do anexo de ensino médio, também na comunidade Tapera. Além dos alunos destas comunidades, os alunos das outras comunidades que vem estudar nas respectivas escolas dessas, tem tido prejuízos, haja vista que, pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que regulamenta a Educação no Brasil, as escolas devem cumprir pelo menos 200 dias letivos anuais, distribuídos em dois semestres. Totalizando, no mínimo, 800 horas, ou seja, 48.000 minutos (800 horas x 60 minutos). No entanto, até a presente data, as aulas não foram iniciadas. Segundo constam algumas informações, as aulas das escolas municipais do núcleo 01 deverão iniciar na próxima segunda (19).

O problema no comprometimento do período letivo devido às chuvas nas comunidades da Lagoa do Sambito já é recorrente e mostra o descaso que os administradores que administraram Pimenteiras ao longo da história tem tido com a região até aqui. Desde gestões passadas, promessas eleitoreiras diziam que havia de ser construída uma ponte na passagem do rio que liga a região da Malhada Alta ao povoado Mestiço, principal via de acesso de tráfego de alunos entre essas localidades. Vai gestão, passa gestão, e o problema continua todos os anos neste período. Se chover e o rio transbordar, pronto... não tem aula!

De quem é a culpa?

Bem, é difícil apontar culpados em uma situação como esta. Porém, uma coisa é certa: os alunos e pais de alunos é que não são!

Talvez, os culpados são todos os moradores da Lagoa do Sambito que nunca souberam escolher seus representantes porque, dentre todos eles, nunca ninguém se interessou em destinar verbas para a construção da ponte no povoado Mestiço. E mais, a leniência por parte dos administradores em mandar fazer o concerto das estradas. Enquanto isso, os alunos dessas localidades sairão prejudicados porque sofrerão deficiências na aplicação dos conteúdos por não terem o tempo que a Lei determina para o ano letivo. Aliás, é o que muitos políticos desejam: um povo que não tenha senso crítico, um povo com educação débil. Porque quando o povo tem uma boa educação, ele aprende a não se prender em amarras de quem quer que seja... ele aprende a ser livre!

Fonte: Blog Mestiço News

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