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15/12/2018

Audiências de presos são suspensas devido à falta de combustível no Piauí

A falta de combustível em alguns setores do governo do Estado já foi noticiada pelo G1, desde outubro deste ano, e agora o problema chegou às unidades prisionais e está impossibilitando a realização de transferências de presos e das audiências. A informação é do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi) e confirmada pela Secretaria de Justiça.


O Sindicato diz que os cartões de combustível que abastecendo os carros dos presídios estão bloqueados há mais de 20 dias. “ A empresa que recebe administra os cartões informou que fez o bloqueio porque não recebeu pagamento do governo do estado”, disse, presidente do Sinpoljuspi Kleiton Holanda.

Para Kleiton Holanda, esta situação pode prejudicar o desempenho do Tribunal de Justiça do Piauí perante o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que estabelece metas para os tribunais.

“Outro agravante desta situação é a possibilidade dos presos serem soltos sem mesmo passar pela audiência de custodia porque não temos como deslocar o preso. Hoje mesmo um carro trouxe preso de Bom Jesus e vai continuar na Casa de Custódia porque não tem gasolina para fazer o percurso”, revelou.

O Tribunal de Justiça informou que se alguma audiência não ocorre por não comparecimento de presos, a responsabilidade é da Sejus.

A Secretaria de Justiça do Estado do Piauí reconhece que há limitações financeiras referentes ao combustível de veículos, mas ressalta que está trabalhando junto ao núcleo financeiro do Governo para solucionar o problema e não prejudicar o andamento das audiências.

IML de Teresina levou mais de 12 horas para conseguir recolher o corpo. 
— Foto: Lorena Linhares/G1
falta de combustível já foi registrada no Instituto Médico Legal, onde corpo esperou por mais de 12 horas para ser removido. O fato aconteceu na Santa Maria da Codipi.

Agentes da Polícia Civil também tiveram que se vira nos 30 para conseguir realizar as diligências e investigar os casos. Uma vítima de assalto, que preferiu não se identificar, informou ao G1 que fez a investigação do crime por conta própria devido à falta de combustível na Polinter. O delegado titular, Luciano Alcântara, confirmou o desabastecimento em novembro.

Fonte: G1/PI

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