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24/08/2019

Densa "nuvem" de fumaça cobre território do Vale do Sambito

Tarde de sábado no povoado Mestiço, em Pimenteiras
Foto: Mauro Junior
Uma densa "nuvem" de fumaça cobriu diversas cidades do território do Vale do Sambito, neste sábado (24). Desde a metade da manhã, moradores de diversas localidades da região registraram, através de fotos e vídeos, momentos atípicos a esse período do ano: o sol escurecendo e o dia como se estivesse nublado para chover. No entanto, tudo não passa de um "fenômeno" advindo dos grandes incêndios que assolam a região desde o início de agosto.

Valença do Piauí
Foto: Iolanda Rodrigues

Tarde de sábado (24), em Valença
Foto: Mestiço News
No município de Pimenteiras, o fogo já destruiu diversas propriedades, e já queimou uma vasta extensão da vegetação nativa. Diversos povoados foram ameaçados pelas chamas, que chegaram bem perto das casas, mas, felizmente, não chegaram a atingir nenhuma comunidade habitada. 

Os focos de incêndio no município ainda continuam dispersos, mas espalhados em diversos locais. Já existem registros, também, de queimadas nos municípios de Lagoa do Sítio, São Luís do Piauí, dentre outros.

A junção de todos esses agravantes resultou no aparecimento da ''nuvem'' de fumaça que atingiu, neste sábado, localidades dos municípios de Pimenteiras, Lagoa do Sítio e Valença.
Pôr-do-sol neste sábado, em Valença
Foto: Iolanda Rodrigues
Uma matéria do site da Revista Época afirma que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, atribuiu o aumento dos incêndios em todo o Brasil ao clima. "Tempo seco, vento e calor fizeram com que os incêndios aumentassem muito em todo o país", disse.

Ainda, segundo a matéria, para o climatologista Carlos Nobre, a correlação entre desmatamento e queimadas já era esperada: geralmente, quem quer "limpar" um trecho de floresta costuma primeiro derrubar a mata e, após alguns meses, atear fogo ao local.

"A dinâmica é a seguinte: derrubar a floresta, esperar alguns meses para ela secar, e aí atear fogo. Se você tentar botar fogo no dia seguinte, não vai queimar, pois a vegetação estará molhada", diz. "Esperam-se uns dois meses, e aí põe fogo. E sempre, em todos os anos, agosto e setembro são os meses com o maior número de queimadas", diz ele à BBC News Brasil.

"Como neste ano todos os indicadores, do SAD [do Imazon], do Deter [de alertas de desmatamento] do Inpe, foram de aumento do desmatamento, era de esperar o aumento da queimada", afirma ele, que concluiu o doutorado no Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês).

Fonte: Mestiço News

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